Inscrições para projeto Expressando Arte, da Quarta Colônia, seguem abertas até o final de agosto

Redação do Diário

Inscrições para projeto Expressando Arte, da Quarta Colônia, seguem abertas até o final de agosto
Fotos: Divulgação

O projeto Expressando Arte, iniciativa de inclusão social da Fundação Ângelo Bozzetto, de Faxinal do Soturno, segue com inscrições abertas até 31 de agosto final de agosto. São oferecidas atividades de ballet clássico, técnicas circenses, danças urbanas, jazz, dança contemporânea, dança afro e percussão. Podem participar crianças e adolescentes entre 4 e 18 anos, matriculados em escolas públicas de Faxinal do Soturno e das vizinhas cidades de Restinga Seca e Silveira Martins.

Como se inscrever

Faxinal do Soturno: inscrições pelo telefone (55) 3263-3800 ou presencialmente na Secretaria da Fundação Ângelo Bozzetto, localizada na Avenida Vicente Pigatto, 1049.

Restinga Sêca: inscrições presenciais na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, sala número 32, prédio da prefeitura municipal, localizado na Rua Moisés Cantarelli, 368.

Silveira Martins: inscrições nas escolas EMEF Frederico Savegnago, localizada na rua Maximiliano Catani e EEEB Bom Conselho, na Rua Antônio Vedoim, 242.

Mudando vidas

A professora Jamile da Rosa teve sua trajetória transformada depois de participar do projeto. Além de ter contato com instrumentos de percussão, a oportunidade apresentou à então menina sua vocação profissional.

— Eu tinha cerca de 10 anos quando entrei na primeira oficina de música, e desde os 5 eu já fazia dança. Quando eu tinha uns 13 anos, teve a parceria do nosso Grupo de Dança e Percussão Linguerre, de Dona Francisca, com a Fundação Angelo Bozzetto. Ali, eu me identifiquei ainda mais. Nas oficinas mesmo, eu já ajudava os professores — recorda.

Aos 18, Jamile começou a atuar como instrutora em diversas iniciativas semelhantes, enquanto iniciava o Bacharelado em Percussão pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Hoje, faz pós-graduação em Musicalização Infantil e é professora no mesmo projeto em que foi aluna, ministrando a oficina para cerca de 25 crianças e adolescentes da comunidade quilombola Rincão dos Martiminianos, em Restinga Seca.

— Posso dizer que sou resultado de um projeto social, o que demonstra a importância desse tipo de ação. Sou afrodescendente, tive contato com a arte da nossa comunidade no projeto e me encontrei profissionalmente também nesta iniciativa. São vidas que podem ser transformadas, e espero que muitas outras crianças e adolescentes possam aproveitar oportunidades como as que eu tive — destaca.

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Desenvolvimento e integração

Na família Girardi, a transformação está em andamento. A dona de casa Cleusa conta que o filho Elano foi diagnosticado com autismo por volta dos três anos. Hoje com nove, Elano participa das oficinas de Técnicas Circenses, Dança Contemporânea e Jazz, todas do projeto Expressando Arte em Silveira Martins.

— Sempre incentivamos a participação dele em muitas atividades, e aqui no projeto ele vem crescendo muito”, comemora Cleusa. O desenvolvimento do garoto é percebido na forma como se expressa e na maneira como se relaciona com os colegas. “A cada apresentação ele se realiza muito. E para nós, é um orgulho ver cada vitória dele aqui no projeto— ressalta a mãe.

Formação artística

Considerado o maior projeto desta natureza na região central do estado, na região da Quarta Colônia, o Expressando Arte é uma realização da Fundação Ângelo Bozzetto, com produção cultural da LC Vilanova Projetos Culturais, patrocínio da Nova Palma Energia e financiamento do Pró-Cultura, programa do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. 

— Ações como essa são pensadas para desenvolver a criatividade, a imaginação, o conhecimento e a socialização, oferecendo espaços de qualidade para práticas artísticas — enfatiza a presidente da Fundação, Mariza Stivanin Bozzetto.

As aulas de técnicas circenses ocorrem nas três cidades, com 3 horas semanais. Jazz e dança contemporânea são oferecidos em Silveira Martins, com a mesma carga horária. O ballet clássico ocorre em Restinga Seca e Faxinal do Soturno, com atividades duas vezes por semana (6h). As oficinas de percussão acontecem no Instituto Alex Prochnow, para crianças da comunidade Quilombola Rincão dos Martiminianos, em Restinga Seca, também com 3 horas semanais.

— O projeto oferece espaços qualificados para os alunos e também contribui para a qualificação dos professores que estão à frente do processo. Atingimos um público que, normalmente, não teria acesso a arte e cultura, se não por meio de um projeto social, educativo e cultural — destaca Luciane Vilanova, que responde pela Gestão Cultural.

Mais informações podem ser conferidas nas redes sociais do Projeto Expressando Arte e no site da Fundação Ângelo Bozzetto.

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